Fiquei tanto tempo fora deste blógui que acabei voltando próximo a outro jogo entre Palmeiras e São Paulo. Ando longe daqui porque tenho me dedicado (ou tentado) a meu blógui de esportes (www.esportemais.blogger.com.br).
Mas vim aqui apenas para publicar o texto de um grande dirigente do Palmeiras: Luiz Gonzaga Belluzzo. Quando vemos as choradeiras estúpidas e sem argumento do Marco Aurélio Cunha e as cartas mal escritas do Juvenal Juvêncio, comparamos com este texto do dirigente verde e percebemos quão grande é o abismo que nos separam do clube sem ética, sem história e sem tradição.
No Futebol, a Batalha dos Direitos
Por Luiz Gonzaga Belluzzo
“Sou homem e nada do que é humano me é estranho.” (Homo sum et nihil humani a me alienum). A sabedoria dos soberbos trata a questão humano-futebolística com desdém. Terêncio e o maior admirador de sua frase não fariam cara feia diante da polêmica travada em torno do local do segundo jogo da semifinal do Paulistão.
Avaliada sob escrutínio dos critérios e valores da vida moderna - aqueles que felizmente sobrevivem aos freqüentes soluços da barbárie - a controvérsia político-esportiva foi, no mínimo, pedagógica em seu significado. O desenvolvimento do conflito de opiniões, os pronunciamentos das autoridades, as críticas da mídia permitiram perceber que, entre o palestrinos, a questão crucial era a do reconhecimento de seus direitos. O Palmeiras nada mais fez do que assegurá-los. Ponto, parágrafo.
Fosse o gesto palmeirense interpretado como uma “vitória” na “guerra dos bastidores”, alcançada com o recurso da mobilização de autoridades, não valeria a pena. Nada valeria, porque, então, a alma seria pequena. O uso secular do “cachimbo oligárquico” deixou torta a boca da turma habituada a tramar ardis nos subterrâneos da política para ganhar “fora do campo” e massacrar o direito dos adversários. Remember 1942.
Rejeitamos a “batalha dos pistolões”. Travamos uma guerra de argumentos, como cabe aos humanos que aceitam as regras do debate civilizado e desimpedido, sempre admitindo que os resultados possam contrariar nossos interesses mais imediatos. A chamada “mídia palestrina” compreendeu que o direito de disputar um dos jogos da semifinal no Palestra não garante a vitória sobre o São Paulo. Apenas estabelece o princípio básico da disputa esportiva moderna: a igualdade de condições entre os competidores.
Nos sites e blogs palestrinos espalhados na Internet, em muitos deles, percebo esse espírito de resistência, a recusa à submissão diante dos poderes que não querem ser interpelados e muito menos contrariados. Não importa se tais poderes estão abrigados no aparelho de Estado ou submersos na maquinaria das grandes empresas de comunicação. As prepotências da superioridade presumida e da espetacularização midiática encontram, agora, resistência na obstinação dos blogs e sites comprometidos com o esclarecimento de seu público torcedor.
Se o assunto é futebol, certa dose de maniqueísmo é quase inevitável. Mas há que conter os exageros. A maioria, no entanto, sem as pretensões dos “eleitos do saber e da opinião”, ao falar do jogo da bola e de seu clube protagoniza a luta pelo reconhecimento de sua condição de indivíduo livre e sujeito de direitos.
Há quem diga que o Brasil, ao promulgar a Constituição de 1988, entrou tardia e timidamente no clube dos países que apostaram na ampliação dos direitos e deveres da cidadania moderna. É uma avaliação equivocada. Submetidos ao longo de mais de quatro séculos, à dialética do obscurecimento, aos paradoxos grotescos que regem a vida política e as relações de poder numa sociedade de senhoritos e seus asseclas, os brasileiros começam a desenvolver a autoconsciência própria do indivíduo moderno.
Me deparei hoje com esta matéria, publicada no G1, e que foi enviada a mim por um ex-colega da faculdade, via e-mail.
Britânico morre após beber água demais
Um homem morreu na Grã-Bretanha após beber grande quantidade de água, apontou o inquérito de um legista, em York, no norte do país. Shaun McNamara, de 35 anos, foi encontrado caído no chão do banheiro de sua casa em setembro do ano passado.
Resultados preliminares da autópsia apontaram que ele havia sofrido um ataque cardíaco, mas um exame post-mortem mostrou que McNamara morreu porque seu cérebro inchou devido a uma "intoxicação por água".
A intoxicação por água, ou hiponatremia, ocorre quando a ingestão de uma grande quantidade do líquido em curto período de tempo dilui minerais vitais para o organismo, como o sódio, a níveis baixíssimos.
Entre os efeitos da intoxicação estão fortes dores de cabeça, confusões mentais e em casos mais graves, como o do britânico, o inchaço do cérebro, podendo levar à morte.
Problemas psicológicos - A investigação não apontou a quantidade de água ingerida por McNamara e sugeriu que casos como esse podem estar ligados a problemas psicológicos.
Em depoimento à corte, a mãe do britânico, Gillian, disse que o filho tinha um longo histórico de depressão e ansiedade e que ele havia sido hospitalizado em 2005 por ter tomado uma overdose.
A polícia, no entanto, disse não ter visto qualquer sinal de tentativa de suicídio ao encontrar o corpo de McNamara e o legista concluiu que a morte foi "um acidente".
Casos de intoxicação por água já foram registrados entre maratonistas, que bebem grandes quantidades da água no final da prova.
Em abril do ano passado, o instrutor de academia David Roger, de 22 anos, morreu de intoxicação por água após correr uma maratona em Londres.
Parafraseando o colega que me mandou essa notícia: É por isso que eu só tomo cerveja...
Criei um novo espaço para escrever. Além desta bodega, onde eu esvazio minhas reclamações de vez em quando, manterei também um blog de esportes, chamado ESPORTE MAIS. A idéia é colocar algumas notícias do esporte de Mogi das Cruzes e região, mas também coisas do esporte nacional. Por enquanto, joguei algumas matérias, mas ainda vou buscar uma formatação melhor do conteúdo.
O doutor Emmet Brown deu uma passadinha por aqui e deixou um material que eu tinha encomendado: jornais de 2017 (sim, eles ainda vão existir!). Selecionei as matérias referentes ao Feriadão da Consciência Negra.
Feriadão da Consciência Negra: 1 milhão nas estradas
O feriadão prolongado da Consciência Negra deste ano foi responsável por mais um recorde de tráfego nas estradas paulistas: nada menos que um milhão de pessoas deixou a capital e a grande São Paulo rumo ao litoral e interior do Estado. Foi o feriado com o maior fluxo de veículos do ano e superou em mais de 20% o volume registrado no feriado de 2014, ano que havia registrado a maior marca.
Segundo a polícia rodoviária, o número de acidentes cresceu 19%. "O crescimento foi grande, mas seguiu a mesma margem de aumento no tráfego. Mas o grande problema é no primeiro dia de folga, quando todos querem viajar o quanto antes para aproveitar o feriadão e por isso abusam da velocidade", comentou o sargento da polícia rodoviária, Rodrigo Nascimento.
Apesar de apontar a velocidade como causa de muitos acidentes, o policial cita que houve pontos de grande lentidão nas estradas. "Na Dutra os carros ficaram parados durante duas horas na altura de Arujá e também de São José dos Campos. Na Ayrton Senna, a situação também ficou complicada, assim como em Atibaia, onde a ligação entre a D. Pedro e a Fernão Dias ficou congestionada durante todo o sábado", comentou Nascimento.
Kassab promete "quadruplicação" de rodovias
O governador de São Paulo, Gilberto Kassab, anunciou que no próximo ano apresentará o projeto executivo para novas duplicações das rodovias Ayrton Senna-Carvalho Pinto, D. Pedro I e do sistema Anchieta-Imigrantes. Segundo ele, os megacongestionamentos registrados em todo o estado no Feriadão da Consciência Negra motivaram o anúncio das obras, que vêm sendo chamadas de "quadruplicação": "Infelizmente o estado não está com muito dinheiro em caixa e o ideal seria esperar mais uns anos, mas a situação se mostrou catastrófica e não podemos esperar mais".
Kassab afirmou que vai entrar em contato com a presidente da República, Heloísa Helena, para que ela ajude o Estado. "Pretendo me reunir com ela para ver se o governo federal poderá também 'quadruplicar' as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, bem como a Rio-Santos". Apesar dos anúncios de obras, ele afirmou que a duplicação da Mogi-Bertioga está descartada. "Vamos recuperar alguns trechos e construir terceira pista em outros, nada além disso".
População desconhece origem do feriado
Há mais de dez anos o Brasil celebra o Dia da Consciência Negra e há exatos cinco anos, aproveita o feriado nacional. No entanto, a grande maioria da população desconhece os acontecimentos históricos que deram origem à data.
A reportagem foi às ruas e perguntou às pessoas o que elas sabiam sobre a data. A maioria afirmou não fazer a maior idéia. Quem se arriscou a responder não conseguiu acertar. "Teve a ver com a ditadura militar, não é?", comentou a dona de casa Dulcinéia de Jesus. Informada sobre Zumbi, ela não deu o braço a torcer: "É verdade. Ele foi torturado pelos militares, não é?"
Jenifer de Couto Prado, estudante de 34 anos, creditou o feriado à libertação dos escravos: “É sobre a princesa Isabel, não é? Não sei muito bem. Parece que já teve esse feriado este ano".
Apesar da obrigatoriedade do ensino de História Afro-brasileira nas escolas, as crianças também não estão bem informadas sobre a data. Os irmãos gêmeios Rogério Ceni e Valdívia de Oliveira, de 10 anos, atribuem a origem do feriado a um acontecimento esportivo de 1958. "Naquele ano teve Copa do Mundo e vários negros foram afastados da seleção brasileira acusados de serem pipoqueiros. Eu acho que foi isso", disse Rogério. O irmão endossa a opinião. "Depois houve um movimento para colocaram o Pelé, o Garrincha e o Djalma Santos no time e eles garantiram o título". Na verdade, a data de 20 de novembro foi escolhida como o Dia da Consciência Negra por marcar a morte de Zumbi dos Palmares. Em 2003, a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no primeiro de seus três mandatos, e estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro. A mesma lei tornou obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira. Em 2012, Lula instituiu o feriado obrigatório, aprovado no Congresso graças a emenda constitucional.
Este texto eu peguei no Terceira Via Verdão e mudei apenas alguns times, para ficar mais verossímil. Mas a idéia é sensacional.
Maio/2008
Timão estréia com otimismo na série B
Derrota em casa na estréia não desanima, diz Geninho
Empate heróico com Bragantino motiva jogadores
Corinthians perde para o Fortaleza no Pacaembu
Junho/2008
Contra o Avaí é tudo ou nada
Geninho cai após derrota em Florianópolis
Felipe reclama dos companheiros
Betão pede respeito com a camisa do Timão
Timão é goleado em Campinas. Ponte Preta jogou com 9
Agosto/2008
Candinho assume no Parque
América-RN quer aproveitar o mau momento do Timão
Após derrota, Corinthians é lanterna
Corinthians vence a primeira em Caxias.
Gustavo Neri afirma que agora vai
Everton Santos ansioso para o clássico paulista de terça à noite
Setembro/2008
Com ajuda do juiz, Timão vence o Marília
Brasiliense complica e Corinthians perde mais uma
Candinho ameaçado
Kalunga (que voltou) promete Felipão
Candinho pede demissão e assume Luis Carlos Ferreira
Moradei será o capitão contra o Gama
Zelão faz contra e é demitido após nova derrota.
Luis Carlos Ferreira deixa o Corinthians.
Corinthians teria sondado Luxemburgo
Outubro/2008
Pitú assume como técnico interino
Vampeta tem moral com a torcida, diz Pitú
Corinthians vence de virada e dá show, em Belem
Andre Sanches diz: Pitú é o melhor técnico do Brasil
Com gol no finalzinho, CRB bate timão
Pitú cai e Timão fica sem técnico
Corinthians faz proposta oficial a Oswaldo de Oliveira.
Oswaldo prefere ficar no Bangu
Oswaldo justifica: “Não posso regredir!”
Novembro/2008
Ricardo Teixeira fala em Série A com 80 clubes em 2009
Corinthians perde no ABC e torcida intercepta ônibus do time
Tiãozinho (técnico do Bahia) fala em poupar jogadores contra o Timão
Andrés Sanches critica Dunga por não convocar Finazzi
Marinho garante: Não seremos rebaixados
Finazzi volta a ser titular contra o Santa Cruz
Santa faz 4 a 0 e está próximo à liderança
Ipatinga vence o Corinthians na Fazendinha por 4 a 1
Dezembro/2008
Ninguém sabe onde está Andre Sanches
Corinthians pára as atividades por falta de água no Parque
PCC faz rebelião nos presídios após rebaixamento
Vampeta pede calma á torcida
CSA e Asa de Arapiraca sobem para a Série B. Corinthians cai para a Série C
Padoca da Rua São Jorge será patrocinador da nova camisa
Andres Sanches anuncia Rincon como técnico para 2009
A minha falta de paciência com campanhas de meia tigela vem crescendo progressivamente. Ou talvez as campanhas de meia tigela tenham se proliferado de uma maneira espantosa, reduzindo ainda mais a minha paciência, que sempre achei ser inesgotável.
Evidentemente, não vou perder meu tempo com estultices do tipo "Cansei" ou essas manifestações pseudopolíticas em que o pessoal só vai pra paquerar mesmo. Ou no máximo, para contar pontos na eleição para o grêmio estudantil ou o diretório acadêmico da faculdade. Melhor falar das "campanhas globais".
Esse negócio de "Dia Mundial sem Carro", ou algo que o valha, é a coisa mais imbecil que eu vi desde o dia em que o Max Gehringer resolveu desfilar sua sapiência corporativa em todos os meios de comunicação possíveis. Em todos os cantos do mundo, imbecis de todas as formas fazer campanhas para "deixar o carro em casa". Em São Paulo, manés estendiam tapetes no meio da rua e garantiam as fotos do dia nos jornais.
Vamos fazer a conta: um dia sem usar carro, certo? O ano tem 365 dias (ano que vem terá 366). Logo, você vai ficar 364 dias usando carro, né? Realmente faz uma diferença brutal pra humanidade ou pra esta birosca de planeta ficar um dia sem usar carro, não? No dia seguinte, como sempre, as famílias vão sair com seus três ou quatro carros pela rua, talvez até pro mesmo lugar. Metrô? Eca!
Na minha condição de criatura que nunca foi lá muito fã de carro e que só resolveu aprender a dirigir aos 30 anos por necessidade extrema, me sinto inteiramente à vontade pra dizer que por mim, vivia sem carro por vários anos a mais. Sempre preferi me locomover de metrô e, se essa a rede metroviária de São Paulo fosse um pouco mais extensa, ia facilitar muito a minha vida. E de um monte de gente. Mas acabei me mudando pra um lugar um pouco mais longe, onde o carro se tornou fundamental.
Mas nem por isso fico nessa de "dia sem carro", "vamos guardar o carro na garagem" etc. Quem tem carro tem mais é que usá-lo.
Acho engraçado que ninguém fala em campanhas para reduzir de fato o número de carro nas ruas. Por exemplo: juntar um grupo de pessoas que vão pro mesmo lugar em um único carro. Também não vejo famílias anunciando que vão vender dois ou três de seus carros e ficar apenas com um. É mais fácil fazer o sacrifício de ficar um longo e sofrido dia sem carro.
Por isso, mané, se você está a fim de aderir a uma destas campanhas humanitárias, tenho uma boa sugestão: vá a Mianmar (ou Mianmá, tanto faz) e peça a realização de eleições gerais no país. Não precisa de muito espalhafato, não. Basta aprender o idioma local e proferir uma ou duas frases de efeito. Não precisa nem chamar ninguém pra te acompanhar. A publicidade estará garantida por uns bons anos.
Entre comerciais do disco acústico de Sandy e Júnior, polêmicas sobre o drible "foca" do Kerlon no clássico mineiro e comentários batidos sobre o caso Renan Calheiros (nem vou comentar a onda de "protestos" que rola por aí), passa batido pelo noticiário o caso do "mensalão mineiro". Pra quem não sabe, a Polícia Federal vem investigando os indícios de que, muito antes do PT assumir a presidência, o valerioduto já operava em Minas Gerais, e que o negócio chegava até ao governo do Estado. O que se viu na esfera federal seria um "prolongamento", de algo que já acontecia há muito.
Não vou aqui fazer defesa de petistas, até porque a idéia não é essa. Aliás, quero que metade daqueles cornos morra. Mas vale perguntar: por que diabos a grande Imprensa não faz barulho a respeito do caso? Por que não está na capa da revista Veja? Por que a Globo não destina matérias de cinco ou dez minutos ao caso? Por que a OAB de Minas não organiza um movimento "Cansei" contra os políticos de seu Estado?
Tentei publicar um quadro aqui, mas não deu. O jeito é descrever, mesmo.
O quadro acima é a reprodução de uma simulação, divulgada na imprensa sobre como estaria a classificação do Campeonato Brasileiro hoje se não houvesse a série de erros tendenciosos da arbitragem em uma porção de jogos. Se não fossem as várias interferências do trio de arbitragem no resultado do jogo, o São Paulo estaria apenas com 42 pontos, um à frente do Cruzeiro, e com um jogo a mais. O Botafogo estaria com o mesmo número de partidas dos bambis, mas com um ponto a menos. Palmeiras (40) e Vasco (39) viriam logo atrás com chances de lutar pelo título, assim como o Santos (36), que estaria em sexto lugar.
Acho que, por conta disso, seria bem melhor esquecer esse campeonato e entregar logo a taça pras bibas. Afinal de contas, todos nós sabemos que são-paulino detesta futebol, este é o segundo requisito para se torcer para este time (o primeiro, como todos sabemos, é dar o cu). Por isso, elas nem ligariam se o campeonato acabasse agora.
E a falta de segurança?
Se a cobertura política na Imprensa brasileira está uma vergonha, infelizmente as coisas não mudam muito quando o assunto é esporte. A cobertura tendenciosa dos jornais ficou clara nas últimas duas semanas, quando choveram críticas ao fato de o clássico entre Palmeiras e bichas loucas ter sido realizado no estádio Palestra Itália. O mesmo estádio que os bambis tentaram nos tomar em 42 e que hoje, vejam só, chamam de "acanhado".
Já explicitei aqui as razões que comprovam a segurança do estádio, mas pelo visto, ninguém sabia disso. Ou os jornalistas esportivos de São Paulo são muito burros para perceberem os fatos ou agem de má-fé, mesmo. A verdade é que no dia do jogo, a Folha de S. Paulo cometeu o disparate de gastar duas páginas para tentar provar (sem conseguir, claro) que o Palestra não era seguro. Providencialmente, evitou comparações com o Morumbi e o Pacaembu, dentre outras aberrações.
Pois. O clássico foi realizado, nenhum incidente ocorreu no estádio e, adivinhem, o fato passou despercebido pela imprensa esportiva. Apenas o Estadão destacou a calmaria que marcou o clássico.
Tivemos ontem outro clássico, desta vez no Pacaembu. Houve uma série de confrontos entre as torcidas. Tudo passou por brancas nuvens. E agora eu pergunto:
ONDE ESTÃO OS INTRANSIGENTES DEFENSORES DA SEGURANÇA NOS ESTÁDIOS?
A FRASE DO ANO DO DIA
"Em 15 anos, o Palmeiras teve apenas dois patrocinadores. Já o clube do Jardim Leonor, vive de fazer troca-troca" - De Gilberto Cipullo, vice-presidente de futebol do Palmeiras, em resposta aos são-paulinos sobre o clube ter perdido o patrocínio da Pirelli
Rogério Ceni, o Narigudo Lobista - mundialmente conhecido pela "proposta do Arsenal" -, teve a manha de criticar o fato de o clássico de quarta-feira, entre Palmeiras e bâmbis, ser programado para acontecer no Palestra Itália. "O jogo poderia ser visto por 50 mil pessoas. Lá, serão 20 mil". A louca do Morumbicha ainda fez uma ameaça: "O Ministério Público vai ter que prestar contas à sociedade caso aconteça algum problema".
A puta velha só se esqueceu de algumas coisinhas:
1) No primeiro turno, o jogo realizado no Morumbi reuniu apenas 20 mil pessoas. Evidentemente, os bâmbis eram minoria absoluta.
2) O jogo foi realizado no Morumbi porque o mando era do São Paulo. Tratava-se, afinal de um direito legítimo. Em nenhum momento o Palmeiras questionou este direito, como Rogério "Cena" tem feito.
3) A bicha louca não atinou para o fato de que o Palestra é o estádio mais seguro de São Paulo, porque o acesso das torcidas ao estádio é separado, evitando assim encontros desagradáveis, tão freqüentes no Morumbi.
4) No Palestra não há invasões de campo. O Morumbi, por sua vez, é um cenário perfeito para problemas deste tipo. Inclusive são comuns os ataques de hordas são-paulinas aos jogadores, não para comemorar um título ou uma vitória, mas para lhe arrancarem suas bermudas e cuecas. O pobre atacante Thiago que o diga.
5) É curiosa essa preocupação do São Paulo com público. Afinal de contas, é notório que quase ninguém costuma ir aos jogos dos bâmbis. O time vem liderando o campeonato há tempos e só quando conquistou o primeiro turno começou a atrair o "torcedor". Se o time tivesse em quarto ou quinto lugar, teria de implorar aos bâmbis para que fossem ao estádio.
Enfim, mau-caratismo é incurável. Mas esperar o quê de um jogador que joga fora uma medalha só porque ela é de prata? E que depois joga uma de ouro "para a torcida", para fazer uma média?
Como eu sou um cara da paz, resolvi não fazer uma lista com os 187 neguinhos que deveriam estar no vôo JJ 3054 da TAM. Isto porque, enquanto eu ia me lembrando dos figuras que eu queria ver mortos, eu me lembrava dos motivos pelos quais eu me, digamos, antipatizei com eles. E isso foi me deixando ainda mais mal humorado. Então, para não ficar ainda mais estressado do que eu já ando, vou ficar nos 100 mesmo...
51) Tarso Genro
52) Aldo Rebelo
53) Alberto Dualib
54) Mustafá Contursi
55) Denise Abreu
56) Marcos Valério
57) Guilherme Fontes
58) Fausto Silva
59) Gugu
60) Regina Duarte
61) Hebe Camargo
62) Ana Maria Braga
63) Padre Marcelo Rossi
64) Roberto Irineu Marinho
65) Aécio Neves
66) Marcola
67) Capitão Guimarães
68) Fabiano Augusto
69) Delúbio Soares
70) Gim Argello
71) João Paulo Cunha
72) Ricardo Teixeira
73) Eurico Miranda
74) Marco Polo Del Nero
75) Ronaldo Caiado
76) José Rainha
77) Paulinho da Força
78) Romeu Tuma
79) Antonio Palocci
80) José Genoino
81) Arnaldo Jabor
82) Ney Suassuna
83) Valdemar Costa Neto
84) Eliana Tranchesi
85) Bispo Rodrigues
86) Silvio Pereira
87) Edir Macedo
88) Estevam Hernandes
89) Sonia Hernandes
90) Clodovil Hernandes
91) Ronaldo Esper
92) Henry Sobel
93) Gilberto Kassab
94) Tasso Jereissati
95) Luiz Gushiken
96) Arlindo Chinaglia
97) Leomar Quintanilha
98 a 100) Os três Tirrenos